Notícia - 07/08/2012

Após atraso, reforma no Giselda vai começar


Na primeira semana de abril, o juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, Cícero Martins, acatou uma decisão do Ministério Público Estadual (MPE) para que, dentro de 120 dias, as reformas necessárias no Hospital Giselda Trigueiro fossem realizadas. Contudo, somente um mês após a decretação de calamidade na saúde pública, em julho, foi assinada a ordem de serviço para início das obras na unidade. Agora, obras que deveriam estar concluídas têm um novo prazo de cinco meses para serem entregues. Segundo a diretoria do hospital, a prioridade será a reforma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, que atualmente funciona no Hospital Dr. Ruy Pereira, após uma pane elétrica no dia 18 de maio deste ano.

Entre as principais obras previstas na ordem de serviço e que as empresas RCC e SVO terão que executar até o dia 3 de janeiro de 2013, estão reformas na UTI, no almoxarifado, na farmácia, instalações elétricas e estação de tratamento de esgotos, além da construção da Central de Abastecimento Farmacêutico, que sozinha custará R$ 261.360. Segundo a diretora geral do Giselda Trigueiro, Milena Maria Costa Martins, a expectativa é de que agora as melhorias necessárias cheguem e os reparos nas instalações de sua UTI serão agilizados para que o serviço volte o quanto antes à unidade.

Na manhã de ontem, a empresa responsável pelas obras esteve visitando a unidade hospitalar referência no atendimento de doenças infectocontagiosas. O objetivo da visita, como já estava previsto, era analisar o local e acertar os últimos detalhes para dar início às obras. Desde a determinação do magistrado da 4ª Vara da Fazenda Pública, há quatro meses atrás, nenhuma medida havia sido tomada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

O Hospital Giselda Trigueiro realiza uma média de 3,7 mil atendimentos mensais no seu pronto-socorro, 1,8 mil no ambulatório e cerca de 270 internações por mês. "Vamos esperar que dessa vez não haja nenhum entrave, até mesmo porque eles [governo] têm que cumprir osprazos do decreto de calamidade", disse Milena Martins.

Dificuldades

Desde a pane sofrida em sua rede elétrica na segunda quinzena de maio, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Giselda Trigueiro passou a funcionar no Hospital Dr. Ruy Pereira, antigo Itorn. Mesmo atuando em uma outra unidade, tudo que acontece na UTI é de responsabilidade do Giselda Trigueiro, desde a equipe de profissionais que atendem lá, até a esterilização de materiais. Diante disso, a diretora do hospital, Milena Martins, diz que a situação traz grande dificuldade operacional e logística para a gestão da unidade.

Segundo conta Milena Martins, ter uma UTI de cinco leitos funcionando fora do hospital traz uma série de transtornos operacionais. "Temos uma grande demanda para o nosso carro e ele tem que dar várias viagens por dia do Ruy Pereira para o Giselda trazendo material para ser esterilizado, roupas sujas para lavar, exames laboratoriais solicitados pelos médicos e tantas outras coisas. Se a UTI estivesse aqui, bastava umaligação interna para um profissional fazer a coleta de um exame ou alguém ir buscar a roupa suja", diz a diretora do hospital.

A previsão de retorno da UTI ao Giselda Trigueiro é só após a conclusão das reformas, mas a diretoria já declarou que está será a prioridade nas obras. "A gente está conseguindo contornar a situação de ter uma UTI descentralizada e os profissionais tem tentado colaborar. Que está sendo difícil, está, mas essa foi a solução encontrada temporariamente."

Ao todo, na UTI do Giselda Trigueiro funcionam cinco leitos e a equipe completa conta com três técnicos de enfermagem, uma enfermeira, dois médicos - um plantonista e um diarista -, além dos profissionais da equipe de farmácia, nutrição e outras, que têm que se deslocar diversas vezes por semana para fazer atendimentos no Giselda e no Ruy Pereira.

 

Texto: Jessica Barros

Fonte: Diário de Natal


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